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Março, que é conhecido como o mês das mulheres, é também conhecido como mês de luta contra o câncer colorretal. Para conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção dos tumores malignos que acometem intestino grosso, cólon, reto e ânus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou a Campanha Março Azul Marinho. O câncer colorretal é o terceiro mais comum no mundo. No Brasil, O Instituto Nacional de Câncer – INCA, estima aproximadamente 40.000 novos casos, entre homens e mulheres, todos os anos.
De acordo com o médico oncologista Pedro Usón, o tumor colorretal costuma se desenvolver de maneira silenciosa, causando sintomas, em geral, apenas em estágios mais avançados:
“Na maioria dos casos, infelizmente não tem sintomas iniciais, são sintomas inespecíficos e muitas vezes, se a doença está em estágio inicial ou localizada, o paciente pode ter alguns sinais, como por exemplo:
Alteração no calibre das fezes;
Alteração do hábito intestinal;
Sangramento nas fezes;
Dor ou cólica.
No entanto, muitos pacientes têm sintomas inespecíficos como mal estar, perda de peso, cansaço, o que dificulta saber exatamente que ele tem algum problema nessa parte”.
A maioria dos casos de câncer colorretal não tem causa conhecida. Estudos apontam relação da doença, tanto com características genéticas como com hábitos de vida. Consumo de álcool, tabagismo e sedentarismo estão entre os principais fatores de risco.
“ Se a gente conseguir evitar cigarro, ele não é seguro em nenhum nível. O álcool deve ser usado com moderação, em excesso ele causa doenças. Já o sedentarismo é a doença mais grave que a gente tem atualmente, pois está associada a hipertensão, síndrome metabólica, diabetes, obesidade e quadro de depressão. Realizar esportes e atividade física constante reduz o risco não só do câncer colorretal, mas de muitos outros tipos de tumores. Ainda evitar carnes vermelhas, embutidos, enlatados e defumados, pois esse tipo de alimentação aumenta o risco do câncer colorretal”.
Ainda de acordo com o oncologista, Pedro Usón, o câncer colorretal tem cura e quanto mais cedo ele é diagnosticado, melhor é o prognóstico do paciente. Por isso é importante fazer exames preventivos que possam detectar a doença em estágios iniciais. O exame mais indicado para detecção de tumores de intestino, cólon, reto e ânus é a colonoscopia.
“Tem exames que a gente pode fazer nas fazes como pesquisa de fragmentos tumorais ou então o sangue oculto nas fezes, mas o exame de eleição que a gente usa como exame padrão ouro é a colonoscopia (…), pois além de dar o diagnóstico, devido à biópsia, serve também como rastreamento”.
A indicação geral é indicar o rastreamento aos 45 anos. Caso haja histórico familiar, a investigação deve começar mais cedo.
Ouçam o podcast!

Podcast Dr. Pedro Usón


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